A IMPORTÂNCIA DA MULHER NA IGREJA NÃO PASSA NECESSARIAMENTE PELA SUA POSSÍVEL CLERICALIZAÇÃO

                                                                                                                                                                                            Artigo de Formação 003

Queridos Consagrados e Consagradas,

Estamos no mês que celebramos o dia das MÃES. 

Também na Igreja e no Cristianismo como um todo, temos que olhar muito mais a presença das MÃES DA FÉ e as MÃES DO CRISTIANISMO e de suas COMUNIDADES. 

Claro que os homens têm sua importante participação na geração da vida e da fé, mas quem tem o VENTRE FECUNDO E GERADOR É A MULHER. 

O anúncio da Ressurreição, portanto, do cristianismo começou com as "MARIAS". Foram as "MARIAS" que, ENQUANTO OS HOMENS DORMIAM OU ESTAVAM ESCONDIDOS POR MEDO, madrugaram antes do amanhecer o primeiro dia da semana, para ir ao túmulo de Jesus e por isso foram ELAS as premiadas e presenteadas de terem sido as PRIMEIRAS TESTEMUNHAS OCULARES DO RESSUSCITADO E DE RECEBEREM O MANDATO DE IREM CONTAR AOS DEMAIS DISCÍPULOS O MAIOR DE TODOS OS ACONTECIMENTOS DA HUMANIDADE: A RESSURREIÇÃO DO SENHOR. Foram as MULHERES as primeiras APÓSTOLAS; foram as MULHERES que tiveram com suas notícias abrir esperança e caminho para que Pedro, João e os demais saíssem de sua zona de conforto, de escondimento ou de medo para ir conferir e confirmar o maior Evangelho, o centro e raiz do cristianismo: a ressurreição do senhor Jesus.

Podemos sem medo afirmar que a Igreja ou no sentido mais amplo, o cristianismo, não nasce da EXISTÊNCIA e PRESENÇA de Clero, mas da EXISTÊNCIA e PRESENÇA de missionárias e missionários, de anunciadoras e anunciadores do EVANGELHO DE JESUS.

Portanto, desde Maria Madalena e suas colegas, as outras MARIAS, que enquanto a humanidade ainda jazia nas trevas e escuridão da morte no "túmulo" do desânimo, se arriscaram, enfrentaram o perigo e podemos sem medo de errar dizer, GERARAM a notícia de que ELE ESTÁ VIVO e vai se manifestar a partir da Galileia, isto é, a partir da periferia geográfica, social e existencial.

O Papa Francisco, testemunhando o que viu, ouviu e sentiu na preparação, execução e conclusão do Sínodo da Amazônia escreve no documento final, a Exortação Apostólica Pós-Sinodal: "QUERIDA AMAZÔNIA", no número 99: 

"Na Amazônia, há comunidades que se mantiveram e transmitiram a fé durante LONGO TEMPO, mesmo decênios,SEM QUE ALGUM SACERDOTE PASSASSE POR LÁ. isto foi possível graças a presença de MULHERES FORTES E GENEROSAS, que batizaram, catequizaram, ensinaram a rezar, FORAM MISSIONÁRIAS, certamente chamadas e impelidas pelo Espírito Santo. Durante séculos, as MULHERES mantiveram a Igreja de pé nestes lugares com admirável dedicação e fé ardente. No Sínodo, elas mesmas nos comoveram a todos com seu TESTEMUNHO".

O papa continua demonstrando a importância da presença da mulher na Igreja e na evangelização e que \\\"NÓS\\\" precisamos alargar o horizonte de nosso olhar para não reduzir a Igreja a meras estruturas funcionais e nem tão pouco reduzir tudo à clericalização ou reduzir o \\\"status\\\" da presença da mulher a receber ou não a participação das Ordens Sacras.

Por extensão, temos a obrigação de olhar nossas Dioceses, paróquias e pequenas comunidades eclesiais e admitir aquilo que está mais evidente que o sol do meio dia: AS MULHERES COM SUA VOCAÇÃO MATERNA SÃO A GRANDE MAIORIA NA EVANGELIZAÇÃO, SÃO AS MÃES DA IGREJA, EMBORA MUITAS VEZES INVIBILIZADAS. Por exemplo, por 2 ou 4 anos é a MULHER na maioria absoluta, não total, que prepara para a primeira comunhão ou crisma, mas na "hora da fotografia", quem é importante e aparece?

Olhar e reconhecer a importância e presença  com o DOM e capacidade geradora da MULHER na Igreja como MÃE DA FÉ é condição sem a qual, não termos um novo alvorecer cristão no mundo.

Muitas graças e bênçãos à Igreja mas em especial nesta proximidade do DIA DAS MÃES, às MULHERES.

Dom Guilherme Antonio Werlang

 
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