DE MÃOS DADAS COM ESPERANÇA

Artigo 031

Em tempo de pandemia, o desânimo e a desesperança podem avolumar-se. A vida pode perder o brilho. O desânimo vai ocupando o lugar da alegria. Mas, os momentos de crise carregam, dentro de si, enormes possibilidades de crescimento e de novas respostas. Transformar os momentos difíceis em oportunidades de graça é um desafio premente. Reativar a esperança, eis o caminho!

O poeta francês Charles Peguy (1873-1914) pode nos ajudar a redescobrir o lugar primordial da esperança em nosso dia a dia. Ele viu a fé, a esperança e a caridade (virtudes teologais) como irmãs que caminham de “mãos dadas”.

Segundo o poeta, a primeira – a fé – é a irmã casada, cujo andar discreto e compenetrado pelo caminho, recorda a fidelidade esponsal. A terceira – a caridade – caminha a seu lado é a irmã “mãe” de muitos filhos, caridade afetuosa, de corpo generoso, que dá frutos e cujo andar é fecundo, amoroso e solidário. A segunda – a esperança – , que caminha entre as duas, é a “irmã menor”, menos visível e talvez a mais esquecida, e citando o poeta, “no caminho da encarnação, na via áspera da salvação, na estrada interminável, entre as duas irmãs, a pequena esperança toma a dianteira”.

De mãos dadas, entrelaçadas, pode-se pensar que as duas irmãs grandes, com mais anos de vida, que caminham “no tempo presente, cuidam e conduzem a pequena. Mas, se olharmos com mais perspicácia, o que vemos é que “é ela (a esperança) que está no meio, quem conduz suas irmãs maiores. E que, sem ela, as irmãs grandes não seriam nada,  seriam somente duas irmãs idosas, enrugadas pela vida”. E , conclui: “É ela, esta pequena, que tudo conduz”. 

De mãos dadas, neste tempo difícil, deixemo-nos conduzir pela “pequena” esperança.

Pe. Angelo Perin, ms

 
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