VICIADOS! HUMANAMENTE FALANDO, COMO ACHAR JUSTIFICATIVAS OU  EXPLICAR?

                                                                                                                                                                       Artigo de Formação 002

Essa é um "BRIGA" já bem antiga que eu tenho. Como entender que quanto mais conhecimentos, ciência e tecnologia a humanidade foi adquirindo, mais ou na mesma medida, foi e está se desumanizando em suas relações.

Não sou e nem pretendo ser contra o avanço das tecnologias e de seu correto uso, mas há desvios inaceitáveis, porque nos empobrecem como pessoas humanas. Ser humano é mais importante que dominar tecnologias; ser humano é mais importante que ser rico, douto ou famoso.

Primeiro começamos pela troca da mão de obra humana pela execução do trabalho" realizado pelas máquinas, na agricultura, na tecelagem, na fabricação em série, ... e fomos avançando, avançando, avançando, sem nos darmos conta que a máquina foi ocupando o lugar do trabalhador e da trabalhadora. Com a máquina não há férias, não há leis trabalhistas, se estragar ou quebrar é só trocar, descartar e por aí foi. Sem perceber, DESCARTAMOS as pessoas.

Só que não paramos por aí.

A mesma inteligência e conhecimentos que usamos para os grandes inventos e tecnologia, NÃO NOS PREOCUPAMOS EM APLICAR PARA MELHORAR NOSSAS RELAÇÕES SEMPRE MAIS HUMANIZADAS.

Ter filhos, ter crianças, passou de BÊNÇÃO para PREOCUPAÇÃO. Com quem deixar para sair para o trabalho? Com quem elas poderiam ou deveriam brincar, agora presas em cubículos chamados apartamentos, que talvez deveriam ter recebido desde a origem o nome de \\\"apertamentos\\\"; as casas amplas e espaçosas foram sendo trocadas por \\\"caixinhas de fósforo\\\", chamadas de conjuntos habitacionais ou agora, \\\"minha casa, minha vida\\\". Tudo tão pequeno que se pensar não entra e se entrar não consegue pensar, porque o espaço é tão pequeno que não cabe a pessoa e seu pensamento ao mesmo tempo. 

Crianças que, com seus irmãos e irmãs, podiam correr, "brigar", fazer novamente as pazes, porque uma precisava da outra para a brincadeira não parar, e aí se gastava toda a energia, criava imunidade, agora estão quase todas obesas porque desde o acordar até o deitar, ficam jogados em cima de sofás, diante de computadores, tablets ou celulares de última geração, SOZINHAS DIANTE DE "MAQUINAS FRIAS". Hoje se encontram SOZINHAS ou no máximo com mais um irmãozinho/a, isso se os pais vacilaram, se descuidaram e quando viram, pintou mais alguém no pedaço, para mais uma PREOCUPAÇÃO.

O colo quentinho, o peito aconchegante onde o bebê podia ouvir e sentir o coração materno e paterno bater, teve que ser trocado pelos bercinhos (moisés) gélidos de sentimentos. Até para ir em missas, vejo pais jovens, trazendo seus filhos, nesses cestinhos que nem sei o nome, ao invés de carregá-los nos braços. Até parece que os gelos que se derretem nos Andes, Alpes, Himalaia ou dos polos, se jogou todo sobre as relações humanas.

Os atuais jovens, se preferem os contatos, namoros e jogos virtuais, que de virtude não tem nada, até que devemos compreender e perdoar, porque são vítimas da relação mais próxima com as MÁQUINAS ELETRÔNICAS, do que com seus pais ou família.

Mas quando vejo, e isso se acentuou agora no isolamento da quarentena, que ATÉ PESSOAS IDOSAS, VELHAS, DA TERCEIRA IDADE, ou demos o nome e classificação etária que quisermos, QUE PREFEREM JOGAR CARTAS OU OUTROS JOGOS, "S O Z I N H O S"  DIANTE DO APLICATIVO DO COMPUTADOR OU DO CELULAR, AÍ REALMENTE ME CONVENÇO QUE HÁ DROGAS MUITO MAIS VIOLENTAS, DESTRUIDORAS, "MATADEIRAS", QUE ESSAS QUE SE FAZEM APREENSÕES NAS FAVELAS OU COM O S TRAFICANTES.

A máquina, em vez de aliada, nos dominou, escravizou, robotizou, nos desumanizou. 

Como pode alguém HUMANO encontrar mais alegria, prazer, lúdico, sentado diante de uma máquina e se divertir, fazer seu passa tempo, RIR SOZINHO, cantar sua vitória, do que encontra tempo para sentar numa mesa comum para um bate-papo, jogar uma conversa fora ou fazer um joguinho COM OUTROS HUMANOS?

Se nesta quarentena, neste isolamento, conseguíssemos voltar a colocar as PESSOAS À FRENTE DAS MÁQUINAS EM NOSSOS RELACIONAMENTOS, já teria valido a pena ficar em casa.

Que lições seriam talvez os mais importantes a reaprender para voltarmos a ser mais humanos?

Eu acho que parei no tempo e já não vivo o século 21.

+ Dom Guilherme Antonio Werlang

 
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