Nos dias 24 e 25 de abril de 2019 aconteceu o encontro de Formadores e Provinciais com o tema: Transparência e Confidencialidade com os Assessores Pe. Mario Marcelo Coelho, scj e Pe. Fabiano Pinto (da Arquidiocese de Curitiba). Com a presença de 45 participantes.
 
“Os que tiverem sido sábios brilharão como o firmamento, e os que tiverem ensinado a muitos homens os caminhos da virtude, brilharão como as estrelas, por toda a eternidade” (Dn 12,3).

Faz-se necessário já nos primeiros anos de formação, sinalizar para o formando os riscos de se viver uma formação fragmentada e desonesta, que não abranja a totalidade do ser e que esta aconteca na transparência e honestidade do processo. A transparência tem que ser fomentada dentro do marco da vida comunitária, se em nossa vida comunitária não se respira um ambiente que anime a uma vida como ‘amigos no Senhor’, o jovem defenderá sua imagem e cairá num individualismo defensivo.

“Quase todos tendemos a ser reservados nas dimensões mais vulneráveis de nossa vida e história, até que um acompanhante se mostre empático e confiável.” (FLAHERTY, Kevin. A transparência na formação, in Convergência 38/360 (2003), 88-111, 88.)

No Catecismo da Igreja Católica, nº 1783. Encontramos as seguintes afirmações:
- A consciência deve ser educada e o juízo moral, esclarecido. Uma consciência bem formada é reta e verídica.
- Formula seus julgamentos seguindo a razão, de acordo com o bem verdadeiro querido pela sabedoria do Criador.
- A educação da consciência é indispensável aos seres humanos submetidos a influências negativas e tentados pelo pecado a preferir seu julgamento próprio e a recusar os ensinamentos autorizados. A Palavra de Deus é a luz de nosso caminho; é preciso que a assimilemos na fé e na oração e a ponhamos em prática. Exame de consciência confrontando-nos com a Cruz do Senhor. Assistidos pelos dons do Espírito Santo, ajudados pelo testemunho e conselhos dos outros e guiados pelo ensinamento autorizado da Igreja.

Dentro dos pontos da relação formativa exige-se: a paciência, a gradualidade e a reciprocidade estendida no tempo. Não deve ser feita de experiências ocasionais e de gratificações instantâneas, mas exige-se: a estabilidade, o planejamento corajoso e o empenho prospectivo. Uma autêntica formação deve responder à necessidade de significado e de felicidade das pessoas. Devemos nos deixar formar a cada dia e em cada contexto ou situação. As pessoas que mais contribuíram para nossa formação - e aquelas que ainda nos “cativam” – certamente são aquelas com quem conseguimos estabelecer relações válidas e sinceras. Uma vez que o(a) religioso(a), padre é chamado a ser especialista em relacionamentos, honestidade  e a promover a busca da verdade e a exalta-la, deve ser perito(a) nestes pontos e por isso o exercício destes aspectos devem estar presentes desde o início da formação, são essenciais para a sua coerência de vida, sendo que a formação é um processo permanente e integral. 
É preciso fazer um discernimento sereno, mas sério, que seja comprometido com a causa do Reino e a finalidade seja a Evangelização.  Gratidão pela presença e missão de cada Provincial e formador/a.

 
 
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