III Postulinter: A história do povo de Deus

No dia 8 de Maio aconteceu o 3º Postulinter on-line do ano de 2021. Desta vez, o tema abordado foi a história do povo de Deus. Iniciamos os trabalhos, na manhã do dia 8, com a professora Cristina Simões. Está nos trouxe um vasto conhecimento sobre a história bíblica, aprofundando-se no livro do Gênesis. 

A Bíblia é uma história que nasce do povo; é a trajetória dele com Deus, que vem fazer caminho no cotidiano de suas vidas. Não é simplesmente uma história ilustrativa, mas uma análise teológica do contato íntimo de Deus com os seus.  Vimos ainda alguns trechos que nos relatam a pedagogia Divina na história da criação do mundo e de todos os seres, em especial, na criação do homem: a convivência de Deus com sua criação expressa em Adão e Eva, o contato intimo e diário, e mais tarde, a corrupção, desta ligação estreita, pelo pecado que chega a seu ápice na torre de Babel.

No período vespertino, quem nos ajudou a prosseguir com a história do povo de Deus na Bíblia foi o professor Fabrizio Catenassi, o qual iniciou sua fala dizendo que só entra no mundo bíblico quem tem amor por Jesus.

Durante sua fala, o professor Fabrício nos ajudou a perceber a forma como o povo judeu escrevia e assim pensar em cada detalhe da escrita, cada letra colocada, cada expressão usada e seu profundo sentido. A bíblia é um poço que quanto mais cavamos, mais água surge. 

Percebemos, através de algumas chaves de leitura (como a teologia da retribuição, a sacrifical e a da prosperidade), que o Antigo Testamento é um passo a passo do revelar-se de Deus para seu povo (o que denominamos como “economia da salvação” ou “da revelação”). 

Prosseguindo nossa tarde, vimos também o livro do Êxodo e toda a história narrada nele. O que a Bíblia nos ensina é que, quem faz o bem, merece ter o seu nome lembrado na história. As consoantes do alfabeto judeu responsáveis por denominar o nome de Deus, também foram alvo da explicação do professor: onde, ao mesmo tempo em que se revela, é deixado em segredo, pois ninguém é digno de pronunciá-lo. 

Analisamos as fases da história do povo de Israel desde o Egito até o deserto, e após sua peregrinação ali, a tomada de consciência de que Deus caminha junto deles. O recebimento das tabuas da Lei, que caracterizaram a direção e regra pela qual o povo passou a caminhar. Moisés é feito símbolo, por Deus, daquele que nos ensinará a olhar para o passado como forma de conhecer à Deus que se revela. É Deus sempre que está à frente do seu povo: o ser humano deve o segui-Lo confiantemente.

O pentateuco, composto por Gênesis, Êxodo, Levítico (livro das leis), Números (os tempos do povo na sua caminhada de fé) e Deuteronômio (os discursos de Moisés sobre a lei), foram o tema que nortearam a nossa tarde de estudos. Por fim, alguns mapas apresentados nos ajudaram a perceber a real situação em que vivia o povo israelita no Egito, sua meneira de sobreviver, trabalhar, e os trajetos de peregrinação pelo deserto até a terra prometida.

Tanto a professora Cristina, como o professor Fabrício, nos levaram a perceber que, para compreender, para amar profunda e verdadeiramente a Deus, precisamos conhecê-Lo na essência de sua revelação ao homem; para entender o que as passagens bíblicas querem nos dizer, precisamos entender de onde Deus trouxe seu povo e para onde o levou. Figuras do Antigo Testamento nos remetem sempre a Cristo, Aquele que havia de vir para nos salvar; mesmo que não com a crença explícita que temos hoje e todo o conhecimento, o povo do Antigo Testamento seguia a Deus: e assim, cada um de nós, na nossa caminhada cristã, é chamado a deixar Deus ir à frente e nos conduzir; somos chamados a estar atentos ao que Ele nos diz no cotidiano de nossas vidas e assim buscar, em tudo, viver na sintonia de Deus através do seu mandamento: o amor.

 
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