IV JUNINTER 2021 - A vida comunitária é um espelho com lupa


Nos dias 23 e 24 de outubro, aconteceu o último Encontro on-line do JUNINTER 2021. Contamos com a assessoria de Ir. Susana Rocca com o Tema:  desafios e conflitos: oportunidade de crescimento na vida, vocação e missão. 

Quando pensamos em desafios ou conflitos, temos em mente algumas situações; a vida pessoal, a vida comunitária, ou até a nossa própria vocação. A verdade é que, os desafios e situações podem provocar conflitos na vida em missão. Assim, é bom sempre se perguntar: Quais são os maiores desafios que enfrento na vida comunitária? Como aprender a lidar com as situações? “Não é importante o que te acontece, mas o que tú faz com o que te acontece. ” Desafios e dificuldades para supera-los é um trabalho, é um esforço para a vida toda (trabalho pessoal). É importante saber viver o presente, pois, quem vive o presente, vive com intensidade; não faz só o que gosta, mas aprende a gostar do que tem que fazer. Perante a um desafio temos oportunidades e possibilidades. Se perguntar, que oportunidade temos perante os desafios e que possibilidades podemos obter? Que possibilidade tenho de trabalhar alguns aspectos meus: complexo de inferioridade, expectativas, trabalho pessoal na interioridade, na oração (vida amorosa com Jesus quanto psicológica)? 

O autoconhecimento nos ajuda a perceber qual é o ponto mais difícil e desafiador do trabalho pessoal. Olhar para a dificuldade para ver a possibilidade que posso dar a mudança (aceitação pessoal). A vida comunitária é a melhor oportunidade para o autoconhecimento; é um espelho com lupa. A vida religiosa sempre nos ensina a estarmos em situações diferentes e se questionar: Como é que está minha sexualidade? Desafios, emoções, inquietações na área da sexualidade tem que ser trabalhada. Reconciliar-se consigo. Aceitar as próprias limitações, eis um passo de responsabilidade e maturidade. Boris Curylnik cita, jamais conseguimos apagar nossos traumas, sempre resta deles alguns vestígios, mas, podemos dar-lhe uma vida (até bonita e com sentido). O que constrói a realidade fraterna é vencer a centralidade no umbigo, a centralidade do REINO não passa pelo umbigo. Deus nos mostra e ajuda-nos a fazer conversão, superação, resiliência, amadurecimento, o motor da Fé ajuda a superar muitas coisas, entre elas estão à responsabilidade e possibilidade; as relações humanizadoras em se querer bem, querer o bem do outro, acolhida incondicional, confiança, diálogo (escuta e partilha empática), nas diferenças em relação a personalidade, história, costumes, os desafios na intergeracionalidade, interculturalidade, intercongregacionalidade. O que nos ajuda na fraternidade? As diferenças em uma vida comunitária fazem perceberem-se as limitações do outro, mas que sensibilidade eu tenho?                    

Assim, acumulam-se evidências de que seres humanos de todas as idades são mais felizes quando sabem que caso tenham dificuldades terão pessoas para ajudá-los; citação de John Bowlby. Pergunte-se e reflita: Como me vínculo com as pessoas? Saiba que a abertura faz com que o outro perceba quando estou com problema. Tenho em quem confiar? O que foi mais difícil de confiar a alguém? Quando se aprende a confiar, aprendemos que a graça vem através das oportunidades, o quanto é importante silenciar perante os confrontos. Que desafios e que situações de conflitos vão se apresentando na minha missão? Que possibilidades e alternativas encontro para resolver, crescer, melhorar? Espere a hora certa para falar, tente manter um diálogo saudável para de fato viver a fraternidade, ressignifique o passado, mantenha a inquietação espiritual, pois a inquietação nos leva a buscar, a irmos à procura do caminho, a inquietação como chamado do Espírito Santo.

Agradecemos a todas as Congregações que estiveram presentes neste ano de 2021 nas formações do JUNINTER. E nos reencontramos em 2022.

Ir. Zenilda, Franciscanas da Sagrada Família de Maria. 

 
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