Postulinter de Setembro

Nos dias 31 de Agosto e 01 de Setembro de 2019, ocorreu a penúltima edição do Postulinter 2019. Com tema Meios de comunicação e vida religiosa: benefícios e desafios, e tendo por assessor o especialista em comunicação João Eduardo Dias, o encontro aconteceu de forma dinâmica e reflexiva acerca do uso dos meios de comunicação por nós postulantes.

O assessor foi enfático ao nos chamar de influenciadores da fé, pois somos chamados a atrair, conduzir e influenciar as pessoas para nossa realidade de fé. Pontuamos que na atualidade o meio que mais influencia e que todos tem acesso são as mídias sociais, em especial as redes de comunicação social, e que nossa influência nas mídias deve ser feita de maneira responsável, justamente por sermos hoje expoentes de uma realidade de vida, a vida religiosa consagrada.

Para melhor nos ajudar a compreender a realidade e impactos de nossa influência, enquanto expoentes da Igreja e da vida religiosa consagrada, fomos convidados a vermos a influência de Jesus nas vidas das pessoas. Jesus, como pontual o assessor João Dias, é o influenciador dos influenciadores. Ele influenciou por meio de seu testemunho, por meio de seus milagres, era alguém que sabia olhar os dois lados da questão, seguiu o caminho da verdade e era alguém responsável com aquilo que falava. Com isso vemos que como pessoas que optaram por viverem com Jesus, devemos em tudo segui-lo e imitá-lo em especial hoje nas mídias sociais. 

A assessoria também trouxe reflexões do Papa Francisco a respeito do uso das mídias sociais. Vivemos em uma cultura amplamente digital, que tem impactos em diversas áreas, principalmente na noção de espaço tempo, na percepção dos outros e do mundo a nossa volta. Portanto, deve-se usar conscientemente os novos meios de comunicação. 

Ao refletirmos a questão de nossa influência notamos a importância de sermos cautelosos com aquilo que postamos, com o que falamos nas mídias sociais, pois o público que atingimos pode não compreender a mensagem e assim gerar questões que não deviam existir. Se por acaso surgir uma situação de crise a respeito do que se postou, a primeira coisa a ser feita, segundo o assessor, é nos retratar com humildade e depois da retratação deixar o assunto encerrado, para não gerar mais repercussões.

As mídias sociais, não devem serem campos minados, lugares de terrorismos, mas espaços de encontros humanos. E enquanto formandos religiosos, somos convidados a também promovermos encontros, agir com empatia nas redes sociais. É preciso ter uso responsável da linguagem, escuta recíproca e diálogo, ver as pessoas como parceiras e não concorrentes, considerar os inimigos como pessoas, ter cuidado com a desinformação, a calúnia e difamação, e principalmente checar fatos.

Aos passos dos santos jovens somos convidados para influenciar as mídias sociais. Promovendo encontro, informação e como Maria sermos ‘influencers’ de Deus. Tomamos a consciência de que não somos mais aquele rapaz ou moça que morava em tal lugar e que tem o Rg e Cpf tal, somos hoje influencers da fé, de Jesus e da vida religiosa consagrada.

Mateus Costa
Postulante MSC – Província de Curitiba
Amado seja por toda parte o Sagrado Coração de Jesus. Eternamente. 


 
 
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