UM ENCONTRO FAMILIAR- NÚCLEOS E SUBNÚCLEOS


O encontro dos Coordenadores e Coordenadoras dos Núcleos do nosso Regional, mesmo sendo online, foi muito familiar.  Foi como receber em nossas casas, a visita desses nossos Irmãos e Irmãs religiosos. Certamente foi um momento necessário para partilharmos e refletirmos juntos, na simplicidade e espontaneidade, próprias da Vida Consagrada. Quando pensamos em Vida Religiosa, vem junto a ação do Espírito, que age sempre e que conduz; e que anima as nossas vidas com o seu sopro, e assim foi, o Espírito nos uniu!

Durante o encontro, muito chamou minha atenção o momento das partilhas.  Quero aqui fazer ressoar três delas, sobretudo, devido ao momento pelo qual estamos passando. Isso mesmo, passando, pois foi visível a percepção da grande esperança contida no coração de cada Religioso e Religiosa. Somos homens e mulheres cheios de esperança. Então, façamos um aceno a essas três partilhas, que vieram como resposta às perguntas tão bem formuladas pela Equipe coordenadora do Regional, que pedia a seguinte reflexão: “Como eu e minha comunidade estamos vivendo esse tempo ‘de pandemia’? Qual aprendizado?” 

Uma das partilhas expressou um aspecto belíssimo, que nos faz reconhecer a face da Vida Religiosa, que é a vida fraterna. Partilhou-se que nessa comunidade se estaria reaprendendo, de forma aprofundada, a conviver em fraternidade. Imaginei aquela correria do cotidiano de muitos irmãos e irmãs religiosas, agora podendo participar e viver de forma mais intensa muitos momentos da vida em comum: oração, refeição e até mesmo os momentos de partilha fraterna. Uma vida em comunidade, vivida segundo o Evangelho, dá um testemunho profético do Reino, “de tal modo que aqueles que vêem uma comunidade capaz de amar em um ambiente de ódio, capaz de justiça onde há injustiças, de entrega generosa onde há egoísmos, descobrem aí Aquele que salva” (CLAR 1973). 

A segunda partilha que quero destacar falou sobre algo muito presente dentro de nossas casas. Essa comunidade partilhou que tem procurado selecionar as notícias que assiste nas mídias. Esse aspecto é muito oportuno em nosso tempo, num tempo de fake news. Precisamos saber de onde estamos bebendo, de que fonte temos nos alimentado e não podemos ficar alheios aos acontecimentos, pelo contrário, devemos estar atentos à realidade que nos circunda, mas, com um “óculos”, que nos proporciona a Verdade. 

A última dessas três partilhas que destaco aqui, é sobre a preocupação com a construção de um “pós-pandemia”. Embora saibamos que muitas de nossas comunidades religiosas estão quase que paralisadas, devido ao distanciamento social, devemos manter a esperança e acreditar que estamos passando apenas por uma espécie de “hibernação”. Quando entra nessa fase, geralmente no inverno, a criatura se recolhe e se distancia, mas não deixa de sonhar e de esperar pelo verão. A exemplo da Criação, nós também devemos começar a nos preparar para os tempos vindouros.

Por fim, esses momentos reafirmam o que aprendemos: a construção do Reino se dá a cada dia. Como estamos agora tecendo esse momento exigente e de necessária criatividade, não podemos deixar para depois que tudo estiver passado. A construção se dá no agora do nosso cotidiano.  

Frei Wainer J Queiroz fmm
Coordenador Núcleo de Londrina

 
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