Uma nova Santa a ser proclamada pela Igreja: Maria Domênica Mantovani - Santa do Cotidiano



A Congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família partilha conosco uma grande alegria.

Madre Maria Domênica Mantovani foi Beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 27 de abril de 2003, como “A Santa do cotidiano”.

No dia 27 de maio de 2020, a nossa Família Religiosa teve a jubilosa graça de receber a boa notícia, onde a Congregação para as Causas dos Santos, publicou oficialmente o decreto de reconhecimento do milagre atribuído a Madre Maria na cura de Maria Candela Salgado, uma adolescente argentina de 12 anos.

Conheça um pouco a história de nossa Madre.

Domênica Mantovani, primogênita de três irmãos, nasceu em Castelletto di Brenzone (Verona-Itália), no dia 12 de novembro de 1862, filha de Giovanni Battista Mantovani e Prudenza Zamperini. Foi batizada no dia seguinte, 13 de novembro. Recebeu a Crisma dia 12 de outubro de 1870 e a 1ª Eucaristia no dia 04 de novembro de 1874.

Frequentou a escola, até o 3º ano, com ótimo aproveitamento, mas não pode prosseguir os estudos por causa da pobreza da família. Sua escassa cultura escolar foi suprida pelos belos dons de inteligência, de vontade e grande senso prático. Desde pequenina mostrou-se muito inclinada à oração e a tudo aquilo que se referia a Deus. Na base desta profunda sensibilidade religiosa e cristã e de tanta riqueza de graça, destinada a desenvolver-se e a irradiar verdadeira luz, estava o testemunho dos pais e dos familiares, pessoas simples, trabalhadoras, honestas e ricas de fé. 

Fonte privilegiada, da qual Domênica obteve grande parte da sua formação cristã, foi a catequese que, unida aos ensinamentos da família, concorreram para formar a base sólida sobre a qual ela, progredindo nos anos, construiu a sua personalidade humana e cristã. Casa, escola e igreja foram os ambientes que plasmaram o seu caráter e deram direcionamento para toda a sua vida. 

Desde adolescente era “referência” para suas amigas, ajudando-as na formação das virtudes humanas e cristãs, com boas leituras e, sobretudo com o testemunho de sua vida.

Cresceu saudável em espírito e corpo, distinguindo-se sempre pela bondade, trabalho, docilidade, transparência de vida e singular piedade. Até os trinta anos, transcorreu no seio da sua família.

 Domênica tinha quinze anos quando o Padre José Nascimbeni chegou em Castelletto, como professor e vigário paroquial (1877-1885) e depois, como pároco (1885-1922). Desde então, o Pe. José foi o seu diretor espiritual e ela tornou-se generosa colaboradora nas múltiplas atividades paroquiais: era a alma da juventude de toda a cidade e era amada, escutada e estimada por todos os seus conterrâneos. 

Como catequista, dedicava-se com amor à educação da fé às crianças e empenhava-se com caridade evangélica nas visitas e na assistência às pessoas pobres e doentes. 

Inscrita na Pia União das Filhas de Maria, foi sempre fiel na observância de todas as prescrições do Regulamento, tornando-se espelho e modelo para as suas companheiras as quais, desfrutando de grande ascendência, dava eficazes lições de vida. 
Era zelosa também na Coordenação da Pia União das Mães Cristãs, no empenho de preparar as jovens para a vida matrimonial, familiar e para a missão na educação dos filhos. 

Intensamente animada pelo amor à Nossa Senhora e sempre confiante na sua ajuda, no dia 08 de dezembro de 1886, emitiu o voto de perpétua virgindade, diante de uma imagem de Maria, nas mãos do seu orientador e pároco Pe. José Nascimbeni. A devoção à Virgem Imaculada foi o respiro de sua alma; a intimidade com Jesus Cristo e a contemplação da Sagrada Família a força da sua vida. 

Desejosa de consagrar-se totalmente ao Senhor conheceu o desígnio de Deus sobre si através do Padre, que a quis como sua “colaboradora” na fundação da Congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família. Assim, com a Profissão Religiosa no dia 04 de novembro de 1892, Domênica assume o nome de “Maria”, Madre Maria Domênica Mantovani. Com a fundação da Congregação, ocorrida no dia 06 de novembro de 1892, ela tornou-se a Co-fundadora e primeira Superiora Geral. 

Nas atividades paroquiais, na condução das Filhas de Maria, na direção das Mães e como Madre da Congregação, madre Maria Domênica Mantovani “encarnava” o carisma, permanecendo fiel intérprete e executora do Projeto de Deus, inspirado no Fundador.

Na elaboração das Constituições do “novo Instituto”, inspirada na regra da Terceira Ordem Regular de São Francisco, Madre Maria Domênica modelava a própria vida e formava as Irmãs. Na união, na colaboração e no irrepreensível testemunho de vida, contribuiu de modo determinante para o desenvolvimento e expansão da Congregação. A sua missão “completou” aquela do Fundador, imprimindo na espiritualidade da Família Religiosa as características distintivas que marcaram a vida e missão das Irmãs na Igreja e no mundo. A obra do Fundador, na formação das Irmãs, segundo o carisma recebido do Espírito Santo, se entrelaçava com aquela da Co-fundadora e vice-versa. A do Padre Fundador era intensa, forte e enérgica; a da Madre Maria Domênica era escondida, humilde, firme e delicada. Era enriquecida com exemplos eloquentes e espera paciente. 

Nos escritos da Madre, emergem claramente as suas qualidades de “mãe” amorosa e bondosa, de mestra sábia e iluminada, zelosa e muitas vezes exigente para o verdadeiro bem. 

À morte do Fundador (21 de janeiro de 1922), ela, rica de virtudes e com grande sabedoria e prudência, continuou a guiar o Instituto com fortaleza de alma, grande abandono em Deus e profundo senso de responsabilidade, desejosa de transmitir às Irmãs o carisma do Fundador, a fim de que o genuíno espírito das origens fosse conservado e vivido integralmente.

 Em 1932, teve a “consolação” da aprovação definitiva das Constituições, além de ver a expansão do carisma e da missão com 1200 Irmãs, presentes em 150 casas filiais, empenhadas em múltiplas atividades apostólicas e caritativas. 

Até o fim dos seus dias, Madre Maria Domênica, cresceu no caminho da santidade, dando provas de todas as virtudes, especialmente da humildade. Nossa Senhora, a quem confiantemente dirigia-se na incessante oração cotidiana: “agora e na hora de nossa morte”, foi sua guarda na última hora, na festa do “encontro”, dia 02 de fevereiro de 1934. A Mãe de Jesus apresentou-a ao Pai como oblação agradável e um sacrifício de suave odor. 

Com emoção, exultamos e aguardamos a data da sua canonização. 

Ir. Inês Passarello
Sup. Regional - Congregação das Pequenas Irmãs da Sagrada Família

 
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